segunda-feira, 18 de junho de 2007

A Autoria do Professor


Silva, Marcos


O autor comenta a necessidade de se desenvolver novas formas de comunicação dentro da sala de aula para ameniza a complicada tarefa de educar o que ele chamou de “ novo espectador”, a juventude atual, acostumada a lidar com tecnologia. O professor não pode mais se manter alienado, mas sim deva explorar as novas formas possíveis para desenvolver o conteúdo que pretende ministrar a cria em sua sala centros de construção de conhecimento interativos.

O texto apresenta uma série de propostas que tem como objetivo orientar os docentes na implementação de um novo modelo de educação, baseado na elaboração de uma rede interativa unindo professor, alunos, currículo e instrumentos pedagógicos, chamando o professor a deixar de ser apenas um “facilitador do conhecimento” e se tornar um provocador do diálogo e da comunição.

Não basta apenas passar o conteúdo para garantir a assimilação do mesmo pelos alunos. Para fazer que os discente deixe de ser um mero espectador, ouvinte e copista, cabe o docente se munir de todos os artefatos possíveis para facilitar a transmissão do conhecimento que possui. Creio, entretanto, que mais importante que a simples utilização de artifícios tecnológicos, é a contextualização da teoria que leva o aluno a se interessar pela matéria e ver ela não como uma coisa distante, mas sim como novo modo de ver o seu próprio cotidiano.

Promove debates acerca do conteúdo levantando temas atuais e quando possível interligando a sua aplicação com outras área do conhecimento faz com que o aluno comece a questionar, e ter uma opinião, e então sim, podemos dizer que o professor se tornou um provocador do conhecimento.

Apesar de vermos tantos textos que incentivam os docentes a abrir espaço para os alunos questionarem, porque não vemos esse postura ser usada cotidianamente nas salas de aula?

Cibercultura

(Lévy, Pierre)

O conceito de ciberespaço e cibercultura são introduzidos pelo autor, o qual faz uma reflexão sobre estes dois paralelos, em que o ciberespaço é a comunicação virtual estabelecida através de uma rede de computadores e cibercultura, seu foco central, aborda as implicações culturais em relação às diversas informações expostas pelos meios de comunicações, principalmente a internet.

O autor demonstra como o ciberespaço pode servir de forma coletiva e social com a introdução de diversos hábitos para o nosso cotidiano. Além disso, comenta sobre a falta de padrão das informações fornecidas na cibercultura, inclusive comparando o dilúvio bíblico com o dilúvio de informações que estamos vivenciando atualmente, e a respeito desse assunto o autor sugere a criação de uma “biblioteca virtual central”, para se ter acesso a todo conteúdo dos livros e periódicos que podemos encontrar nas bibliotecas.

Pensar um de ciberespaço e cibercultura é buscar entender um nova forma de analisar a sociedade e o próprio conhecimento. A livre expressão e o acesso facilitado a mundo virtual tende a formar um mundo paralelo, onde as distâncias físicas deixam de ser importantes, um universo em constante expansão, sem aparentes limites e sem rumo certo.

A diversidade de opiniões e argumentos apresentados pelas diversas correntes que estudam o mundo virtual é um exemplo da complexidade do assunto, bem como a importância que ele possui para analisar o mundo atual.

Pierre Lévy comentou em seu texto a falta de padronização na informação, e chegando até mesmo a propor a criação de uma “biblioteca virtual central”, um projeto que se formos pensar bem já está em andamento, uma vez que vemos a mobilização de grandes empresas, como o Google, no intento de digitalizar um imenso número de obras literárias. Entretanto, querer padronizar a informação na Internet é o mesmo que tirar sua identidade, e o que a faz atrair tantas pessoas e estabelecer tantas novas formas de se relacionar com outras pessoas e de adquirir conhecimento.

A questão que levanto é a seguinte:

Como podemos utilizar a ciberespaço e cibercultura como ferramentas de inserção social e desenvolvimento educacional?

sábado, 17 de março de 2007

A REVOLUÇÃO DO TEXTO ELETRÔNICO


A REVOLUÇÃO DO TEXTO ELETRÔNICO
(Chartier, Roger)

No referido texto o autor busca situar o leitor dentro do contexto da evolução da escrita em que estamos e como a realidade atual tende a modificar toda a estrutura de transmissão e assimilação do conhecimento humano.
Partimos de uma retrospectiva pelos principais eventos que contribuíram para o aprimoramento da comunicação, desde representações simbólicas simples do pensamento até a construção de estruturas complexas de transmissão de idéias, como é o caso do alfabeto (conjunto de símbolos que agrupados assumem um valor fonético e agregam um pensamento), até chegarmos aos dias atuais, onde vivemos um processo que tende a modificar permanentemente toda a dinâmica de comunicação entre as pessoas. O computador cada vez mais se torna indispensável no nosso cotidiano e a escrita, outrora baseada em caneta e papel, agora divide espaço com os editores eletrônicos.
Pensar na evolução da escrita também é analisar todo o processo de desenvolvimento do pensamento humano , sobretudo o fenômeno da socialização de informações através da Internet e da globalização .
Atualmente temos um universo muito grande de conhecimento sobre as mais diversas áreas e, na medida em que difundir o conhecimento através da web vem se tornando uma pratica cada vez mais comum (felizmente), também temos a substituição dos livros pelos textos eletrônicos , sendo que tudo isso só é possível na medida em que nos desvinculamos ao tradicional papel.

Se os meios de comunicação, troca e construção do conhecimento estão mudando, até quando iremos continuar com nosso medieval sistema da educação, baseado no aluno (o sem luz) e no professor (dono de “todo” o conhecimento) ?

quarta-feira, 14 de março de 2007

O que é pensar

Olá pessoal, enquanto não me inspiro para escrever a resenha, lá vai uma boa definição sobre o que é realmente pensar.

"Pensar é aprender a ser livre, responsável e honrado. Pensar é esforço e inconformismo, para com o mundo e também para consigo mesmo. Pensar é duvidar e criticar, não de forma altaneira ou presunçosa, senão por desejo do bem comum. Pensar é ter o tempo de poder fazê-lo. Pensar não é repetir ou reproduzir. Pensar é ativar o que de nobre há no ser humano, porque pensar e também sentir e intuir. A frase de Descartes não é de todo certa: não se trata de "penso, logo existo", mas penso, logo vivo. Viver é encontrar seu próprio caminho e evitar permanentemente a tentação do fácil. O fácil é não pensar. "

Extraído de El café de los filosofos muertos, Nora K. e Vittorio Hösle. Anaya. Madrid, 1998, p. 9.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Vamos Começar